Por Antonio Jorge Melo Publicado em Brasil 247 Foto: Adelar Anderle (*) Nem o mais liberal dos liberais, presumo, pensaria que, um dia, o Estado entregaria a função de promover a imposição coercitiva das regras de regulação de comportamentos sociais nas mãos da iniciativa privada, nem que séculos depois a sociedade humana globalizada se encontraria diante de um cenário parecido com o que vivenciou à época da consolidação ou criação das polícias modernas, mas em sentido inverso. Não é preciso ser um cientista social para se perceber que as transformações sofridas pelo processo de produção do bem segurança ocorridas no mundo ocidental, ao longo dos últimos 30 anos, colocam em xeque não só a teoria weberiana do monopólio estatal da violência legítima, mas a própria ideia de uma separação entre os setores privado e público. De certa forma, a presença desses agentes de segurança privada entre nós não é um fenômeno novo, mas o que é novo, nesse cenário globalizado, é que na esteira...