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Movimentos Sociais protestam no sorteio da Copa




Mais de 700 pessoas participaram da caminhada por Copa e Olimpíadas do povo
A manifestação “Você Pensa que a Copa é Nossa?” reuniu mais de 700 pessoas no último sábado (30/07). Com faixas e bandeiras, os manifestantes denunciaram as remoções causadas em decorrência das obras para a Copa e Olimpíadas, a falta de transparência e participação popular nos projetos e o esbanjamento do dinheiro público com crescente endividamento. Além disso, o protesto condenou a elitização do evento que é feito “para gringo vê” e não poderá, devido ao alto custo, ser apreciado por grande parte da população brasileira, entre outras questões.
As palavras de ordem que embalaram a manifestação eram contrárias as posturas que vem sendo adotadas pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, e ao prefeito da cidade, Eduardo Paes. Os manifestantes denunciavam os efeitos negativos dos megaeventos sobre a cidade e também as pautas de categorias em greve, como os professores do Rio, que são submetidas a baixos salários e péssimas condições de trabalho.
A passeata partiu do Largo do Machado até a Marina da Glória, local onde ocorria o sorteio dos grupos das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014. Os manifestantes entregaram às autoridades do governo, presentes na solenidade da Copa, uma carta com as reivindicações do movimento que luta por uma copa que seja verdadeiramente do povo!
Postado originalmente no Blog do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio

Assista ao vídeo da marcha produzido por Gilson Junior, do blog Transversal do Tempo:

Em Porto Alegre também houve manifestação, pedindo a saída de Ricardo Teixeira da FIFA, conforme notícia postada por Luix, no blog Brasil Outros 500:
Copa 2014
Os torcedores e moradores cobram direitos e
punição para a corrupção

Foi realizado na Esquina Democrática – cruzamento da av. Borges de Medeiros com a Rua da Praia, em Porto Alegre - o protesto por “Fora Teixeira”, e contra as “remoções” de moradores nas cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014. 
A manifestação foi promovida pela Frente Nacional dos Torcedores, estudantes representados pelo DCE e Funcionários (que estão em greve), da UFRGS, apoio do Comitê Popular da Copa/Centro.
Os protestos trataram para a necessidade da mobilização de torcedores e moradores das cidades onde serão realizados os jogos da Copa, em 2014, e impedir o uso irregular do dinheiro público – mais de 98% dos recursos da Copa serão destinados pelo governo federal –, além de remoções de populações pobres.
Os manifestantes não ficaram só no protesto.
Após o ato na Esquina Democrática, seguiram em passeata até a sede da Federação Gaúcha de Futebol. O objetivo era entregar documento cobrando do presidente da entidade, Francisco Novelletto Neto, para que exerça “imediatamente seu direito de convocação da assembléia Geral com pauta de destituição da Presidência da Confederação Brasileira de Futebol”.
A autoridade máxima da Federação Gaúcha de Futebol não estava presente. Quem recebeu o documento foi o secretário da entidade, Cesar Cabral (na forto acima). Garantiu que, logo que o presidente retornasse de viagem daria retorno.
Protocolado o documento, a comitiva dos Torcedores e Manifestantes foram até o comando do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar – BOE – protocolar mais uma denuncia. 
João Marques, da Frente dos Torcedores, relatou que no dia 3 de agosto, quarta feira, após o Grêmio e Atlético Mineiro, pelo campeonato Brasileiro, a Brigada Militar agiu de forma truculenta contra a torcida e moradores do entorno do estádio Olímpico, onde se realizou o jogo.
A Brigada se achou no direito de expulsar a todos que estavam Av. Azenha, fechando bares, mandando todo mundo ir para casa. Inclusive quem nada tinha a ver com o jogo.
O documento, entregue ao Capitão Luciano Boeira, comandante do BOE, lembrou que a ação lembrava as operações da época da Ditadura Militar.
O Capitão Boeira (na foto acima) recebeu o documento e esclareceu que aquela ação talvez não tenha sido executada pelo BOE, pois outras divisões da Brigada Militar tem os mesmos equipamentos e a função de seu batalhão é dentro do estádio. Mas encaminhará o documento dos torcedores para o comando geral para ser analisado e, se for o caso, providências sejam tomadas.
Os torcedores e manifestantes fecharam a manifestação do dia de protesto reafirmando o “Fora Ricardo Teixeira”, e por uma Copa que respeite os direitos das populações e torcedores.





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