Pular para o conteúdo principal

Moradores do Morro Santa Tereza exigem andamento no projeto de regularização e urbanização da área

Governador assinou decreto reconhecendo o direito à moradia, mas debate sobre a regularização não avançou


Moradores da área da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), no Morro Santa Tereza, em Porto Alegre, cobram do governo do Estado o andamento do projeto de regularização e urbanização da área. No mês de maio, o governador Tarso Genro assinou decreto reconhecendo o direito de moradia a população que reside na área mas, até agora, o projeto não avançou. 


Ontem, um grupo de representantes das comunidades União Santa Tereza, Padre Cacique e vilas Gaúcha e Ecológica estiveram no Palácio Piratini para protestar e para reivindicar a participação deles nos debates sobre o projeto. A intenção era serem recebidos pelo governador, no entanto os moradores do Morro Santa Teresa foram recepcionados pela Assessoria Superior da Casa Civil, que prometeu dar encaminhamento ao pleito. 

Morador há 35 anos da Vila Gaúcha, o carpinteiro Darci Campos dos Santos, de 61 anos, diz que a família toda vive no local desde a época dos avós. Segundo ele, a situação dos moradores é complicada porque, em muitas residências, não há água nem luz regularizadas e o esgoto corre a céu aberto. 

Vivendo na comunidade Padre Cacique desde que nasceu, há 52 anos, a líder comunitária Nádia Maria Pacheco diz que as ruas também não têm numeração, outra dificuldade enfrentada pelos moradores. Nádia afirma que está preocupada com o futuro das famílias, e também com a demora na formação do grupo de trabalho que tratará da urbanização do Morro Santa Teresa, que seria formado em agosto. 

Durante o governo passado, a então governadora Yeda Crusius chegou a encaminhar para a Assembleia Legislativa projeto de lei que permitia a venda ou permuta do espaço de mais de 70 hectares. O objetivo era dar andamento ao projeto de descentralização da Fase, instalada em uma parte da área, na avenida Padre Cacique, em frente ao estádio Beira-Rio. A proposta foi barrada na Assembleia Legislativa, por força da mobilização popular.

Fonte: Janine Souza/Rádio Guaíba

Postagens mais visitadas deste blog

Encerramento das atividades

Prezados amigos, No  dia 01 de dezembro de 2016  foi realizada a Assembleia Geral de dissolução da Ong Cidade, cumpridas todas as formalidades legais e o que previa o Estatuto da entidade para esse caso. Nosso acervo ficou sob a guarda do NPH/UFRGS (Núcleo de Pesquisa em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), coordenado pelo professor Mathias Seibel. Abraços a todos e boa luta!

Complexo Cais Mauá e direito à moradia no centro de Porto Alegre

Por Lucimar F Siqueira ONG Cidade A edição impressa da revista Carta Capital de 8 de fevereiro de 2012 traz uma matéria com o arquiteto Fermín Vázquez da empresa b720 responsável pelo projeto   Complexo Cais Mauá.  Uma frase do arquiteto merece destaque: " Um projeto sem polêmica provavelmente não é um bom projeto ".  O empreendimento foi orçado em R$560 milhões e o consórcio Porto Cais Mauá terá concessão para exploração pelo período de 25 anos. Não se sabe exatamente qual o valor que caberá à  b720  em parceria com escritório de Jaime Lerner, mas é público o fato da existência de uma das principais polêmicas estar relacionada ao processo licitatório que deu resultado positivo ao projeto da empresa espanhola.  O artigo escrito pela arquiteta Adriana  Schönhofen Garcia.    "Cais Mauá: Porquê um só vencedor? "  apresenta os problemas encontrados na licitação. No blog da autora também são apresentados alguns pontos que remete...

Campanha “Cidades de Classe Mundial” - StreetNet

Fonte: Observatório das Metrópoles A Campanha “Cidades de Classe Mundial” (WCCA) foi lançada em 2007 pela StreetNet Internacional e outras organizações de pobres urbanos, incluindo moradores de favelas, migrantes e comunidades de refugiados, grupos de crianças de rua e profissionais do sexo, antes da Copa do Mundo na África do Sul. Seu objetivo é expor as políticas de remoções forçadas ou despejos realizados a fim de embelezar as cidades antes de megaeventos esportivos e para ajudar a criar uma maior consciência mundial sobre a necessidade de repensar o planejamento urbano e serviços, de modo a apoiar ativamente as necessidades e interesses dos trabalhadores informais da economia. StreetNet é uma federação internacional de organizações de comerciantes informais com membros em 40 países no mundo. A iniciativa visa promover os direitos dos comerciantes informais a terem condições dignas de trabalho e de realizar lobby acerca de políticas urbanas e regulamentações, inclusivas e partici...