Pular para o conteúdo principal

Nova Lei de Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana

Nota publicada no  Blog do IPEA sobre a nova Lei de Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012 


“A nova Lei não é contra a posse do automóvel, apenas pretende que o seu uso seja feito de forma sustentável”, destacou o diretor de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest), Alexandre de Ávila Gomide, durante a apresentação do Comunicado do Ipea nº 128 – A Nova Lei de Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, nesta quinta-feira, 6. Sancionada no último dia 3 de janeiro, a lei fundamenta-se no artigo 21, da Constituição Federal de 1988, que atribuem à União a responsabilidade de instruir as diretrizes da política de desenvolvimento urbano e para os transportes urbanos.
A nova regulamentação visa à modernização do marco regulatório dos serviços de transportes públicos e a defesa dos interesses dos usuários dos serviços de transporte coletivo. Ela traz, entre suas principais medidas, a exigência que todos os municípios acima de 20 mil habitantes elaborem seus planos de mobilidade urbana. Além disso, ficam obrigados a divulgarem os impactos, no valor final das tarifas, dos benefícios tarifários concedidos.
A Lei também prevê a mudança do regime econômico e financeiro das concessões de transporte coletivo e a disponibilização de instrumentos de racionalização do uso dos automóveis, como a restrição e controle de acesso e circulação em locais e horários predeterminados.
A fixação apenas dos valores máximos das tarifas de táxi é outro ponto que chama a atenção na lei. Os motoristas desse tipo de transporte podem, a partir de agora, estabelecer o desconto que desejarem aos seus clientes e não somente o determinado pelo Poder Público, como por exemplo, os 30% praticados atualmente no Distrito Federal.
Desafios
Alexandre Gomide citou alguns desafios para a efetivação da lei. “A lei também deixou de falar em quem vai financiar a gratuidade dos benefícios”, disse o pesquisador, ressaltando que da forma que está, com raras exceções, a operação do transporte público continuará a ser inteiramente financiada pelos recursos arrecadados na cobrança de tarifas.
Embora admitindo avanços, com o reconhecimento da existência de desigualdades no uso do espaço público e da geração de externalidades negativas por determinados modalidades de transporte, Gomide alerta para o fato de que a lei não é suficiente para garantir a sustentabilidade das cidades. “É necessário engajamento político dos atores sociais e a capacitação do Poder Público, sobretudo do municipal, que terá que adequar e implementar as diretrizes e instrumentos da lei à realidade de suas cidades, para fazer a lei pegar”.
Leia aqui entrevista com técnico do IPEA Rafael Pereira publicada no site Geodireitos.

Postagens mais visitadas deste blog

Encerramento das atividades

Prezados amigos, No  dia 01 de dezembro de 2016  foi realizada a Assembleia Geral de dissolução da Ong Cidade, cumpridas todas as formalidades legais e o que previa o Estatuto da entidade para esse caso. Nosso acervo ficou sob a guarda do NPH/UFRGS (Núcleo de Pesquisa em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), coordenado pelo professor Mathias Seibel. Abraços a todos e boa luta!

As Praças do PAC terão o mesmo destino da Praça da Juventude?

Em maio de 2011 a Prefeitura de Porto Alegre reconheceu a perda de R$ 1,4 milhão de verba federal destinada à construção da Praça da Juventude, no Bairro Bom Jesus, por não ter condições de elaborar o projeto dentro dos critérios apresentados pelo Governo Federal. Agora, outro caso envolvendo as Praças do PAC está prestes a se repetir. Veja notícia no blog do Conselho Popular da Lomba do Pinheiro . Um dos modelos de praça com 7.000m2 O que são as Praças do PAC? São equipamentos que integram num mesmo espaço atividades culturais, esportivas, lazer, serviços sócio-assistenciais, políticas de prevenção à violência, inclusão digital, formação e qualificação profissional.  No dia 03 de dezembro de 2010 o Governo Federal publicou no Diário Oficial a relação de municípios que receberão as Praças do PAC em todo o Brasil. No Rio Grande do Sul,  22 municípios foram selecionados para receber as praças, entre eles Porto Alegre. As  duas propostas aprovadas para a Capital ...

Revista internacional divulga impactos da Copa em Porto Alegre

A revista AMNESTYLE MAGAZINE DES DROITS HUMAINS publicou na edição N˚ 66 de setembro de 2011  matéria realizada por Gerhard Dilger sobre os impactos que as obras para a Copa 2014 estão provocando na vida das pessoas pobres da cidade. A ameaça de violação do direito à moradia e os casos de reassentamentos já ocorridos expõe a população à vulnerabilidade e insegurança. A certeza de ter um teto e um endereço para voltar no final de uma jornada de trabalho ou retorno da escola está com os dias contados. " Para onde vamos ?" é a pergunta que os moradores fazem na iminência da remoção e o mote para a mobilização. Relégué·e·s à la périphérie. Le Brésil s’active pour accueillir la Coupe du monde de football en 2014. Mais les grands travaux prévus priveront des dizaines de milliers de familles de leur logement, sans que des alternatives valables ne leur aient été offertes   registra e ajuda a construir a memória de uma história que marcará profundamente a cidade de Porto Alegre e ...