Pular para o conteúdo principal

Famílias cobram promessa de Fortunati no Cristal e pretendem resistir para não serem retiradas de suas casas


Dois dias depois de o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), garantir em uma reunião plenária do Orçamento Participativo que nenhuma família seria despejada em seu mandato em função de obras (ver vídeo), duas famílias moradoras do bairro Cristal estão ameaçadas de serem retiradas de sua casa (à força, se for preciso) por causa de um problema ocorrido em uma obra da prefeitura.

No dia 16 de abril deste ano, duas casas no bairro Cristal foram atingidas por uma máquina do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) que trabalhava em escavações do Programa Socioambiental. Essas duas famílias nem sabiam que essas escavações estavam sendo feitas sob suas residências e dos riscos que corriam. Segundo os moradores, a Prefeitura e a construtora responsável pela obra mudaram a rota das escavações, mas não avisaram os moradores.



Estes levaram o caso à Justiça. Em um primeiro momento, a juíza Lílian Cristiane Siman, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, determinou a paralisação completa das obras. Mas nesta sexta-feira (4), a juíza deferiu pedido do Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) para a retomada das obras. Segundo a decisão, os trabalhos poderão reiniciar somente após a remoção de duas famílias que residem próximas ao local e os custos com a remoção e a moradia deverão ser arcados pelo DMAE.

A juíza determinou ainda que o DMAE pague uma caução no calor de R$ 27.921,43. “Feito o depósito, as famílias serão intimadas a deixarem o imóvel em até cinco dias e em caso de descumprimento, a retirada será compulsória. Somente depois da desocupação dos imóveis os trabalhos poderão ser reiniciados”, diz a decisão judicial.

Os moradores estão indignados com o comportamento da Prefeitura no caso, cobram a promessa de que não haveria despejos feita por Fortunati e prometem lutar para permanecer em suas casas. “Caso queiram nos retirar a força, haverá resistência”, assegura um deles que vive há 30 anos na casa ameaçada. As duas famílias contam com a solidariedade de outros moradores do Cristal, organizados no Comitê Popular Copa – Bairro Cristal e no movimento “Chave por Chave”. Eles moradores decidiram que não sairão das suas residências sem ter suas moradias definitivas para habitar.

Postado no RS URGENTE (04/05/12)

Postagens mais visitadas deste blog

Encerramento das atividades

Prezados amigos, No  dia 01 de dezembro de 2016  foi realizada a Assembleia Geral de dissolução da Ong Cidade, cumpridas todas as formalidades legais e o que previa o Estatuto da entidade para esse caso. Nosso acervo ficou sob a guarda do NPH/UFRGS (Núcleo de Pesquisa em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), coordenado pelo professor Mathias Seibel. Abraços a todos e boa luta!

As Praças do PAC terão o mesmo destino da Praça da Juventude?

Em maio de 2011 a Prefeitura de Porto Alegre reconheceu a perda de R$ 1,4 milhão de verba federal destinada à construção da Praça da Juventude, no Bairro Bom Jesus, por não ter condições de elaborar o projeto dentro dos critérios apresentados pelo Governo Federal. Agora, outro caso envolvendo as Praças do PAC está prestes a se repetir. Veja notícia no blog do Conselho Popular da Lomba do Pinheiro . Um dos modelos de praça com 7.000m2 O que são as Praças do PAC? São equipamentos que integram num mesmo espaço atividades culturais, esportivas, lazer, serviços sócio-assistenciais, políticas de prevenção à violência, inclusão digital, formação e qualificação profissional.  No dia 03 de dezembro de 2010 o Governo Federal publicou no Diário Oficial a relação de municípios que receberão as Praças do PAC em todo o Brasil. No Rio Grande do Sul,  22 municípios foram selecionados para receber as praças, entre eles Porto Alegre. As  duas propostas aprovadas para a Capital ...

Revista internacional divulga impactos da Copa em Porto Alegre

A revista AMNESTYLE MAGAZINE DES DROITS HUMAINS publicou na edição N˚ 66 de setembro de 2011  matéria realizada por Gerhard Dilger sobre os impactos que as obras para a Copa 2014 estão provocando na vida das pessoas pobres da cidade. A ameaça de violação do direito à moradia e os casos de reassentamentos já ocorridos expõe a população à vulnerabilidade e insegurança. A certeza de ter um teto e um endereço para voltar no final de uma jornada de trabalho ou retorno da escola está com os dias contados. " Para onde vamos ?" é a pergunta que os moradores fazem na iminência da remoção e o mote para a mobilização. Relégué·e·s à la périphérie. Le Brésil s’active pour accueillir la Coupe du monde de football en 2014. Mais les grands travaux prévus priveront des dizaines de milliers de familles de leur logement, sans que des alternatives valables ne leur aient été offertes   registra e ajuda a construir a memória de uma história que marcará profundamente a cidade de Porto Alegre e ...